História da Restauração

Há algumas significativas Eras, o homem vem se preocupando em conservar, cuidar e restaurar a sua arte e a sua identidade cultural.

Na Idade Antiga, século III, Roma já possuía um código de posturas que visava a conservação e a preservação da cidade. O Imperador Alexandre Severo definiu a aplicação de multas àqueles que adquirissem um imóvel e o demolisse, assim salvando a identidade visual das fachadas e ornamentos das casas. Logo mais essa e outras ações foram passadas a outras civilizações.

No Renascimento italiano, inicio da Idade Moderna, estudaram-se e admitiram-se novas técnicas e medidas de proteção ao patrimônio, por empreendimento da Igreja, que pretendia conservar obras, documentos e edifícios.

Na França, durante a época da Revolução, proclamou-se uma lei que entendia que todas as antiguidades nacionais eram de propriedade pública. Contudo, a legislação contemporânea sobre o tema iniciou-se em 1931, com a chamada Carta de Atenas idealizada por Le Corbusier. Deste então, mais de quarenta normas de conduta internacionais têm sido publicadas, todas voltadas para a preservação do patrimônio histórico e cultural, dentre elas a Carta Italiana de Restauro de 1932 e a Carta da Conservação e do Restauro de Objetos de Arte e Cultura de 1987.

Atualmente, o conceito geral de restauro evoluiu de forma significativa. O campo da restauração abrange também a conservação e, portanto, o trabalho do profissional especialista já não se limita, de forma exclusiva à intervenção direta sobre as obras de arte, mas compreende também saber avaliar e atuar sobre todos os parâmetros que contribuem para a preservação da mesma. Assim, o restaurador pode atuar de diferentes maneiras através da conservação preventiva, conservação curativa e do próprio restauro, tudo isso baseando-se no código de ética peculiar à área.

Agora imagine o nosso mundo sem esse trabalho? Possivelmente, seria com menos cor, menos vida. Os povos não teriam unidade, teriam menos identidade cultural e possivelmente não teriam arquivos históricos. Não seria possível uma bisneta herdar um objeto de sua bisavó. O que seria das tradições familiares e de um povo? Um grande exemplo para todos da importância desse ofício é a restauração da Capela Sistina, que se não tivesse sido feito, hoje, a humanidade não poderia ter o privilégio de visitá-la e vê-la. Para se ter idéia, mais de 3 milhões de pessoas passam pela Capela Sistina anualmente.

Antes e depois da restauração:

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